S&P: empresas do País estão menos vulneráveis à crise

Apesar do ambiente bastante turbulento na economia global, o desempenho das empresas brasileiras não será afetado por conta da solidez do mercado interno e do forte crescimento econômico do País, que compensarão a ameaça de recessão nos Estados Unidos. É o que avalia a diretora-executiva da agência de classificação e risco Standard & Poor''s, Milena Zaniboni, em entrevista ao programa Agência Estado no Ar, produzido pela Agência Estado e transmitido pela Rede Eldorado de Rádio.Milena disse que as empresas da América Latina estão bem menos vulneráveis a uma recessão americana, pois quase todas têm uma perspectiva estável, indicando que a qualidade de crédito deve se manter para os próximos três anos. "Empresas que dependem mais do mercado doméstico na América Latina, como o mercado imobiliário e de bens de consumo aqui no Brasil, vão continuar crescendo impulsionadas pela demanda interna", afirma. No entanto, ela ponderou que economias que dependem das exportações para os Estado Unidos, como a mexicana, serão mais afetadas.Na avaliação da diretora da S&P, as perspectivas são boas também para a qualidade de crédito de exportadores de matérias-primas (commodities), já que a demanda da China e de outros emergentes têm mantido os preços dos insumos firmes.Sobre o setor bancário na América Latina, Milena Zaniboni avaliou que a situação financeira é confortável e que o segmento continuará mantendo uma liquidez forte, com crescimento sustentável de sua carteira de crédito. "Os bancos passaram por uma consolidação e um fortalecimento nos últimos anos. Mesmo com a turbulência no mercado americano, os bancos no Brasil, por exemplo, são muito mais voltados para o mercado doméstico, a exposição deles a títulos externos é muito pequena, eles se financiam localmente", afirmou.

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