S&P está preocupada com o fim da CPMF, diz executiva

A presidente da Standard & Poors no Brasil, Regina Nunes, afirmou que a agência internacional de classificação de risco "se preocupa muito" com a não-renovação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) pelo governo até o final de 2011. De acordo com a executiva, em maio, quando a empresa elevou as notas do Brasil, levava em consideração que a contribuição seria estendida pelo Congresso."R$ 40 bilhões faz muita diferença, mas não cabe à Standard & Poors dizer o que o governo deve fazer. Precisamos ouvir do governo o que já estamos ouvindo: vamos manter o superávit primário e os programas sociais que são extremamente ligados à classe média que está sendo criada no País", disse.A executiva enfatizou que a Standard & Poors vai "esperar para ver qual será a resposta que o Brasil deve dar para gerenciar" o orçamento, o que, segundo ela, não é uma tarefa fácil, pois há uma rigidez intrínseca na gestão e destinação dos recursos arrecadados pelo governo federal. "Quando a decisão do governo sobre esta questão for adotada, aí sim poderemos analisar o quanto tais medidas vão onerar a economia e a competitividade da mesma", destacou.Regina Nunes em nenhum momento fez alguma finalização sobre quando o Brasil receberá o grau de investimento, muito menos não afirmou que isso ocorreria em 2008. "O Brasil só depende da sua política econômica e seu comprometimento com a política fiscal e monetária austeras que estão presentes hoje", destacou. Ela fez essas declarações durante o seminário "Reavaliação do Risco Brasil", promovido pelo Comitê de Cooperação Empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.

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