S&P olhou para sinais de deterioração da política fiscal

A Standard & Poor''s (S&P) não espera grandes ajustes na política fiscal brasileira, mesmo após as eleições presidenciais de outubro, segundo a diretora responsável por Brasil na S&P, Lisa Schineller. A afirmação foi feita em uma teleconferência com analistas.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

25 de março de 2014 | 13h29

A deterioração de indicadores fiscais, incluindo o aumento do déficit público, foi um dos fatores que levaram a agência de classificação de risco a colocar a nota brasileira em perspectiva negativa em junho do ano passado, frisou Lisa. Desde então, essa tendência não mudou muito e não dá sinais de que terá uma guinada.

A S&P espera algum ajuste fiscal em 2015, mas Lisa destacou que tem ocorrido enfraquecimento da condução da política fiscal em Brasília e a perspectiva é de que vá continuar assim. Ela frisou que há um menor grau de transparência na execução da política fiscal. O governo brasileiro, reforçou, precisa se comprometer com políticas mais pragmáticas. A falta de políticas assim, aliada a uma deterioração clara de indicadores fiscais e externos levaria a um novo rebaixamento da nota soberana do País.

A diretora destacou que a S&P está confortável com a classificação do País na última escala de grau de investimento e que os indicadores e a política econômica de Dilma Rousseff são consistentes com o rating neste nível. Por esse motivo, a perspectiva da nota é "estável".

Lisa ressaltou que a S&P faz uma avaliação "multifacetada" do país que avalia para decidir sobre as ações nos ratings soberanos. A metodologia tem foco em áreas como aspectos políticos e institucionais, previsibilidade da política econômica e perspectivas econômicas, incluindo as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

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