S&P: perspectiva para o Brasil é de estabilidade

Em teleconferência promovida pela Agência Estado, a diretora adjunta da Área de Risco Soberano da América Latina da Standard & Poor´s, Lisa Schineller, admitiu que a perspectiva da classificação para o Brasil é de estabilidade. "Mantidas as boas condições estruturais pela economia brasileira, buscando a redução do déficit no balanço de pagamentos, transparência fiscal e reformas estruturais, a perspectiva para o risco soberano - que leva em consideração o endividamento interno externo do país podendo que tem impacto sobre o pagamento a credores estrangeiros - do Brasil é de estabilidade, afirmou a analista. Para um futuro upgrade, a diretora disse que continuará sendo observado o fortalecimento de condições estruturais. "No momento, as mais importantes reformas estruturais são a eliminação dos impostos em cascata e o sistema de previdência pública". Ela admitiu, porém, que a expectativa de aprovação das reformas pode ser frustada pela incerteza política advinda da proximidade das eleições em 2002.Segundo Schineller , apesar da alta vulnerabilidade externa do Brasil e das incertezas do cenário externo em 2001, S&P promoveu um upgrade do rating brasileiro em janeiro, porque a agência acredita que o Brasil está melhor preparado para lidar com choques externos, dado o melhor cenário das políticas monetária e fiscal. "Isso, porém, não significa que a S&P espere que o Brasil esteja imune a um choque externo"ArgentinaSegundo a diretora, a Argentina não é determinante na avaliação da agência sobre a capacidade de o Brasil pagar seus compromissos externos. Para ela, o cenário de choque da Argentina é, de fato, um exemplo de "caso-ameaça" que a instituição sempre considera sobre mercados emergentes, podendo elevar o custo de captação do Brasil. No entanto, esse impacto já está incorporado na atual classificação do Brasil que é de BB-.

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