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S&P pode rebaixar Reino Unido

Economia britânica pode perder nota máxima no rating da agência por causa de alta na relação dívida/PIB

Gustavo Chacra, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

A Grã-Bretanha pode perder a nota máxima na classificação de risco de crédito (AAA), na avaliação da agência de risco Standard & Poor (S&P). Por enquanto, a nota não mudou, mas a perspectiva sobre o futuro da economia britânica deixou de ser "estável" para ser "negativa", segundo relatório da agência divulgado ontem. Ao mesmo tempo em que indicou uma possível queda na nota, a S&P afirmou que, no longo prazo, os britânicos mantiveram o AAA e, no curto, o A-1+ (melhores avaliações possíveis). O anúncio provocou a mais acentuada queda da Bolsa de Londres em um mês. O índice FTSE-100 caiu 2,75%, num momento em que as ações seguiam em alta, com elevação de 24% desde 3 de março deste ano. As principais bolsas europeias acompanharam a queda. O índice da Bolsa de Frankfurt caiu 2,74%, o de Paris, 2,60%, e o de Madri, 1,75%. A avaliação também influenciou os mercados americanos, com os investidores interpretando a notícia como um recado aos EUA. Em Nova York, o índice Dow Jones cedeu 1,54%.Uma redução na nota pode elevar os custos da Grã-Bretanha para financiar a sua dívida pública. "Nós revisamos a perspectiva da Grã-Bretanha para negativa porque, de acordo com a nossa visão e mesmo levando em consideração o aperto fiscal, a dívida do governo pode atingir 100% do PIB e permanecer neste patamar no médio prazo", disse David Beers, analista de crédito da S&P. Países como os EUA, França e Alemanha, com a relação dívida/PIB se aproximando dos 100%, também passam a temer uma possível alteração nos seus status de triplo A no longo prazo. O Japão, cuja dívida supera o PIB, já teve seu rating soberano rebaixado pelas agências Moody?s, Fitch e S& P.A posição da agência sobre o Reino Unido é baseada em projeções dos déficits do governo para os anos de 2009 a 2013. Na última vez que a S&P avaliou o país, em janeiro, indicou que o déficit pode subir de 49%, em 2008, para 83%, em 2013. A agência, em seu relatório, acrescentou que o governo necessita reduzir rapidamente "a erosão de sua base de arrecadação" e precisa "controlar os gastos".Segundo Beers, "a nota pode ser reduzida se concluirmos que, depois da eleição", os planos fiscais do próximo governo não consigam recolocar a dívida britânica em uma trajetória segura no médio prazo. O porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido disse que os novos cálculos da agência para os gastos do governo britânico com o setor financeiro "parecem" não levar em consideração as receitas que serão geradas ao setor público por vários de seus planejamentos. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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