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S&P rebaixa nota de risco da Espanha

Agência de classificação prevê contração do PIB do país de 1,5% em 2012 e de 0,5% em 2013 e diz que há riscos para o desempenho fiscal do país

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2012 | 03h05

A agência de classificação de risco soberano Standard & Poor's rebaixou ontem o rating de credito soberano de longo prazo da Espanha de A para BBB+ e o rating de curto prazo de A-1 para A-2, os dois com perspectiva negativa.

A decisão da S&P reflete o "aumento dos riscos para a dívida líquida da Espanha em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), em meio à contração da economia, em particular por causa da deterioração na trajetória do déficit orçamentário de 2011 a 2015, em contraste com nossas projeções anteriores e aumento na probabilidade de o governo precisar no novo suporte fiscal para o setor bancário".

Segundo a S&P, estão aumentando os riscos para o desempenho e flexibilidade fiscais e para o peso da dívida soberana da Espanha, com o aumento do contingente de obrigações que pode se materializar no balanço de pagamentos do governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy.

Em fevereiro, a Moody's rebaixou o rating de crédito soberano da Espanha de A1 para A3, dizendo que a perspectiva para os desafios fiscais que o país terá de enfrentar foi exacerbada pela derrapagem fiscal maior do que a esperada em 2011, principalmente porque os governos regionais ultrapassaram os limites para o orçamento.

A S&P disse que espera agora contração na economia da Espanha, citando declínio na renda disponível, alavancagem do setor privado, implementação da consolidação fiscal do governo e incertezas em relação à perspectiva para a demanda externa em muitos dos importantes parceiros da Espanha.

A agência de classificação de risco espera contração de 1,5% no PIB da Espanha em 2012 e de 0,5% em 2013. Anteriormente, a projeção era de crescimento da economia de 0,3% para 2012 e de 1,5% para 2013.

Recessão. Na segunda-feira, relatório do Banco Central espanhol reconheceu que a economia do país voltou oficialmente à recessão no primeiro trimestre deste ano, após um retrocesso de 0,4% do PIB no período na comparação com o último trimestre de 2011, provocado principalmente pelo enfraquecimento da demanda interna. No último trimestre de 2011, o PIB espanhol havia recuado 0,3% em relação ao trimestre anterior.

Por causa da elevada projeção para o déficit acima do esperado anteriormente e outros itens que podem aumentar a dívida, a S&P prevê que a dívida líquida geral do governo em 76,6% do PIB em 2014, em relação à estimativa anterior, de 64,6% do PIB.

Apesar das condições econômicas desfavoráveis, a S&P disse que acredita que o novo governo da Espanha vai executar uma série de medidas estruturais que podem dar suporte ao crescimento econômico no longo prazo.

Entretanto, a S&P não espera que as medidas para a reforma do mercado de trabalho criem empregos no curto prazo e disse que a já elevada taxa de desemprego vai piorar até que a recuperação sustentável seja restabelecida.

Em janeiro, a S&P rebaixou o rating de crédito soberano da Espanha como parte de uma série de rebaixamentos de países da zona do euro. / COM DOW JONES NEWSWIRES

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