Ruy Salaverry/Unesco
Ruy Salaverry/Unesco

S&P rebaixa nota do Rio de Janeiro pela segunda vez no ano

Rating caiu de B- para CCC- e a perspectiva é negativa; agência citou a deterioração da liquidez 'que reflete sua profunda crise financeira' e ameaça a capacidade de pagamento da dívida

Francine De Lorenzo, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2016 | 19h58

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou de B- para CCC- o rating do Estado do Rio de Janeiro, citando a deterioração da liquidez "que reflete sua profunda crise financeira" e ameaça a capacidade de pagamento da dívida. O nível CCC é classificado pela agência como  "frequentemente vulnerável à inadimplência"

É o segundo rebaixamento global do Estado pela S&P no ano. Em maio, a rating do Rio caiu de BB- para B-, após o atraso no pagamento de US$ 8 milhões ao banco francês de desenvolvimento Agence Française de Developpement (AFD). 

O rating em escala nacional foi rebaixado de brB- para brCCC-, "dado que um default, uma difícil renegociação ou um resgate parece ser inevitável dentro de seis meses". A S&P ainda retirou os ratings de observação negativa.

A perspectiva, entretanto, é negativa e, segundo a agência, reflete a probabilidade de outro rebaixamento diante da deterioração das finanças do Rio de Janeiro e do crescente risco de adiamento no pagamento de dívidas nos próximos meses. 

Calamidade pública. Em junho, a 49 dias dos Jogos Olímpicos, o governo do Estado do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública e recebeu um socorro de R$ 2,9 bilhões do governo federal para garantir a segurança na Olimpíada. À época, o governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), argumentou que a crise econômica estava acarretando "severas dificuldades na prestação dos serviços públicos, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental” e impedia o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016”./ COLABOROU FLAVIA ALEMI

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