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Agência S&P rebaixa nota de crédito grega

Avaliação da dívida grega de longo prazo em moeda estrangeira e moeda local foi rebaixada de CCC para CCC-; convocação de plebiscito indica que governo não vai priorizar acordos com credores

Gabriela Korman

29 de junho de 2015 | 15h38

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou os ratings de longo prazo em moeda estrangeira e moeda local da Grécia para CCC-, de CCC, com a perspectiva negativa. O rating de curto prazo foi reafirmado. Na avaliação da S&P, a decisão da Grécia de realizar um plebiscito sobre as propostas de crédito dos credores, indica que o governo irá priorizar as políticas domésticas ao invés da estabilidade econômica e financeira, pagamentos de dívidas e a participação na zona do euro. 

De acordo com a nota da agência, o rebaixamento reflete a constatação de que, na ausência de mudanças favoráveis que alterem as circunstâncias, o default comercial da Grécia é inevitável nos próximos seis meses, visto que provavelmente não irá pagar suas dívidas. Entretanto, o fracasso da Grécia em pagar o Fundo Monetário Internacional (FMI) amanhã, não constituirá um default comercial, mas será considerado  um evento legal de default de acordo com o Acordo Master de Mecanismo de Assistência Financeira, assinado em 2012 pela Grécia e pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF). 

Segundo a S&P, a perspectiva negativa indica que a agência pode rebaixar os ratings de longo prazo para SD nos próximos seis meses, caso haja fracasso no pagamento da dívida comercial e de títulos do tesouro. 

A agência também afirmou que, como o governo da Grécia parece disposto a aceitar as consequências caso ocorra um fracasso nas negociações, a probabilidade de o país sair da zona do euro é de cerca de 50%. "Caso isso ocorra, a Grécia perderá permanentemente o acesso ao financiamento do Banco Central Europeu (BCE), o que, na nossa opinião, irá criar uma séria escassez de moeda estrangeira nos setores público e privado, o que pode levar ao racionamento de produtos importados essenciais, como o combustível".

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