S&P rebaixa ratings de 22 bancos dos EUA

Agência de classificação prevê ?condições operacionais menos favoráveis?

Dow Jones Newswires, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

19 de junho de 2009 | 00h00

A Standard & Poor?s rebaixou os ratings e revisou a perspectiva de 22 bancos dos Estados Unidos, com o argumento de que "as condições operacionais para a indústria vão se tornar menos favoráveis do que no passado, caracterizadas pela maior volatilidade nos mercados financeiros durante os ciclos de crédito e pela supervisão regulatória mais acirrada", informou a agência de classificação de risco em comunicado.Entre os bancos afetados, a S&P rebaixou o rating do Wells Fargo para "AA-" (de "AA"), e revisou a perspectiva para "negativa". O US Bancorp teve seu rating rebaixado para "A+" (de "AA"), com perspectiva estável. O rating do Regions Financial foi rebaixado para "BBB+" (de "A"), com perspectiva estável, enquanto a nota do Capital One foi rebaixada para "BBB" (de BBB+), com perspectiva negativa. Os quatro bancos estavam em observação negativa."A indústria bancária passa por uma transformação estrutural que pode incluir mudanças radicais com repercussões permanentes", disse no comunicado o analista de crédito da S&P Rodrigo Quintanilla. "As instituições financeiras estão cortando o risco dos balanços e alterando o perfil e as estratégias de financiamento para uma nova realidade de ambiente de mercado. Tal período de transição justifica ratings menores enquanto os players da indústria implementam as mudanças", acrescentou.MOODY?SA agência de classificação de risco Moody?s colocou os ratings de 21 bancos italianos em observação negativa, argumentando que o ambiente operacional do setor sofreu deterioração. Entre os bancos afetados estão Banca Monte dei Pachi de Siena, Banca Popolare di Milano e Banca Sella.A revisão ocorre um mês após a agência alterar sua perspectiva para o sistema bancário italiano de "estável" para "negativa". A Moody?s acredita que a deterioração da qualidade dos ativos continuará e os fundamentos dos bancos da Itália sofrerão pressões, especialmente nos segmentos de bancos de investimento e de gerenciamento de ativos.

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