S&P: recessão acabou na AL, mas retomada é desigual

A recessão na América Latina terminou, mas a velocidade da recuperação vai variar na região, de acordo com um artigo publicado nesta semana pela agência de classificação de risco Standard & Poor''s (S&P). O Brasil está liderando a volta ao crescimento neste ano, enquanto espera-se que a contração no Produto Interno Bruto (PIB) do México seja a mais profunda da região, disse a analista de crédito e economista para a América Latina da S&P, Lisa Schineller, no estudo "Recuperação da América Latina: o Quanto Longe, o Quanto Rápido?"

ANDRÉ LACHINI, Agencia Estado

30 de setembro de 2009 | 17h23

"O tempo e a velocidade da recuperação em cada país variam conforme o tamanho dos mercados locais de consumo e capitais, a dependência do comércio mundial e a magnitude da política doméstica de estímulo", disse Schineller. "Tudo isso somado à estabilização da economia global e dos mercados financeiros".

A S&P elevou sua projeção para o PIB do Brasil neste ano de contração leve para estável. Analistas esperam que o México assista a uma queda de 7,5% no PIB em 2009, ultrapassando o declínio de 6,2% de 1995, durante a crise do peso mexicano.

Embora a América Latina deva registrar neste ano a maior contração na sua atividade econômica em décadas, a região como um todo resistiu particularmente bem em comparação a crises anteriores e também aos mercados mais desenvolvidos. Isso aconteceu porque os países latino-americanos melhoraram sua estrutura política, reduziram seu endividamento fiscal e não apresentam grandes desequilíbrios econômicos, diz o relatório.

"A melhora na posição externa da região mostrou-se um ativo especialmente importante, em meio à crescente aversão ao risco e ao acesso restrito para obter crédito no mundo inteiro", de acordo com o relatório. As informações são da Dow Jones.

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