S&P reduz nota de risco de crédito de 22 bancos dos EUA

A agência de classificação de risco Standard & Poor''s (S&P) rebaixou as notas de risco de crédito (ratings) e revisou a perspectiva de 22 bancos dos Estados Unidos, com a visão de que "as condições operacionais para a indústria vão se tornar menos favoráveis do que no passado, caracterizadas pela maior volatilidade nos mercados financeiros durante os ciclos de crédito e pela supervisão regulatória mais acirrada", informou hoje a agência, em comunicado publicado pela agência Dow Jones.

NATHÁLIA FERREIRA, Agencia Estado

17 de junho de 2009 | 11h11

Entre os bancos afetados, a S&P rebaixou o rating do Wells Fargo para "AA-", de "AA" e revisou a perspectiva para "negativa". O US Bancorp teve seu rating rebaixado para "A+", de "AA", com perspectiva estável. O rating do Regions Financial foi rebaixado para "BBB+", de "A", com perspectiva estável, enquanto a nota do Capital One foi rebaixada para "BBB", de "BBB+", com perspectiva negativa. Os quatro bancos estavam anteriormente em observação negativa.

"A indústria bancária passa por uma transformação estrutural que pode incluir mudanças radicais com repercussões permanentes", disse o analista de crédito da S&P Rodrigo Quintanilla, no comunicado. "As instituições financeiras estão cortando o risco dos balanços e alterando o perfil e as estratégias de financiamento para uma nova realidade de ambiente de mercado. Tal período de transição justifica ratings menores enquanto os participantes da indústria implementam as mudanças", acrescentou.

Alguns bancos tiveram seus ratings cortados para a categoria junk (lixo). São eles: Carolina First Bank, Citizens Republic Bancorp, Huntington Bancshares, Whitney Holding e Synovus Financial - esse último sofreu o maior rebaixamento, em cinco degraus, para "BB-".

Segundo o comunicado da S&P, a agência acredita que algumas instituições financeiras podem superar melhor os riscos durante o período de transição do que outras. "No longo prazo, podemos nos ver elevando os ratings se lucros menores e risco reduzido forem acompanhados por capital ajustado ao risco mais forte e governança efetiva", disse Quintanilla. Contudo, o número elevado de bancos com perspectiva negativa sugere que os ratings ainda podem cair se o ciclo de crédito for mais duradouro, ponderou o analista. As informações são da Dow Jones.

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