S&P reduz rating de crédito da Grécia

NOVA YORK

, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2011 | 00h00

A agência de classificação de risco Standard & Poor"s rebaixou ontem o rating de crédito de longo prazo em moeda estrangeira da Grécia para CC, de CCC. O rating de curto prazo foi reafirmado em C. A perspectiva para os ratings é negativa.

O rating de probabilidade de recuperação do investido pelos detentores de bônus do país em caso de suspensão dos pagamentos (default), chamado "recovery rating", permanece no nível 4, indicando que a S&P estima uma probabilidade de recuperação de 30% a 50% do principal da dívida do país pelos credores, incluindo os bônus sujeitos a uma redução de 20% no valor presente líquido, conforme estimado pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF), pela proposta de troca de dívida acertada entre os líderes europeus e os credores privados.

Na sexta-feira, outra agência de classificação de risco, a Fitch, já havia colocado a dívida grega em "default parcial", por causa das condições do novo pacote de ajuda financeira aprovado pela União Europeia no dia anterior.

Na segunda-feira, a Moody"s anunciou que cortou a classificação da Grécia em três níveis, de Caa1 para Ca, e atribuiu aos papéis uma perspectiva "em desenvolvimento", após o anúncio do programa de resgate da União Europeia para o país. A agência também colocou a nota de risco de oito bancos gregos em revisão para possível rebaixamento.

FMI. Preocupado com sua grande exposição à zona do euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciou que provavelmente contribuirá para o pacote de ajuda à Grécia com uma fatia menor do que contribuiu nos programas para Portugal e Irlanda, de acordo com fontes.

O FMI contribuiu com 27% - ou 30 bilhões - ao primeiro pacote para a Grécia e prometeu financiar um terço em pacotes futuros - um 1 para cada 2 prometidos pelos membros da zona do euro.

Essa fórmula foi usada nos empréstimos para Portugal e Irlanda, mas o compromisso do FMI com a Grécia agora está 27 vezes maior do que a participação do país no fundo, o que está alimentando as preocupações.

As autoridades europeias assumiram nas negociações do novo programa grego que o FMI daria novamente um terço do financiamento. Porém, o FMI tem indicado que provavelmente não dará continuidade a essa fórmula, segundo fontes.

A sustentabilidade da dívida da Grécia ainda é uma preocupação para as autoridades do FMI, apesar da nova ajuda, que dará ao país quase 160 bilhões em novos financiamentos nos próximos três anos. / DOW JONES NEWSWIRES

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