Ser Educacional demite professores e devolve imóveis

A Ser Educacional anunciou cortes no quadro de professores e devolução de imóveis diante da mudança no ritmo de crescimento de matrículas e também em razão de reestruturação nas marcas UNG e Unama, adquiridas no ano passado. Em teleconferência com investidores, o diretor de Relações com Investidores Rodrigo de Macedo Alves afirmou que a companhia tem feito esforços para aumentar a eficiência num cenário em que a ociosidade de espaço aumentou com a queda do número de estudantes por sala.

O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2015 | 02h05

A companhia informou que reduziu 18 contratos de aluguel de imóveis de terceiros em unidades operacionais e pré-operacionais. Parte das devoluções era de unidades que ainda não estavam funcionando e cujos aluguéis tinham sido contratados na expectativa de maior crescimento da base de alunos.

Segundo a Ser Educacional, houve queda de aproximadamente 10% no número de turmas em comparação ao segundo trimestre de 2015.

A empresa não informou quantos foram os professores dispensados, mas reportou um custo extraordinário de R$ 5,2 milhões relacionados a multas e encargos trabalhistas.

Resultado. A Ser Educacional registrou lucro líquido de R$ 24,156 milhões no terceiro trimestre de 2015, queda de 58,1% em relação ao mesmo período de 2014.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 56,441 milhões entre julho e setembro, queda de 14,1% ante os R$ 65,735 milhões de 2014.

A dívida líquida da Ser Educacional cresceu 500,5% entre o final de 2014 e setembro de 2015, de R$ 37,043 milhões para R$ 222,458 milhões. A companhia explica que o aumento das dívidas se devem aos compromissos relacionados à aquisição da UNG, e pela emissão de duas dívidas de longo prazo. Além disso, o atraso nos pagamentos do Fies também contribuíram para o aumento do endividamento.

A Ser captou 16 mil alunos de graduação, crescimento de 12,4% em relação ao indicador reportado no ano passado. A base de alunos saiu de 149,851 mil em junho para 138,729 mil em setembro, queda de 7,4%. Na comparação com setembro do ano passado, houve um aumento de 16,6%, com 39,1% no número de alunos em cursos presenciais, e de 48,7% no ensino à distância.

A taxa de evasão atingiu 14,4% no terceiro trimestre. A Ser explica que da evasão total de 20,5 mil alunos no período, 3,6 mil abandonaram os estudos por falta de condições financeiras, já que esperavam ter acesso ao financiamento estudantil (Fies). / RENATO CARVALHO e DAYANNE SOUSA

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