Será difícil alta do rating do Brasil em 2012, diz S&P

A presidente da Standard & Poor''s (S&P) no Brasil e na Argentina, Regina Nunes, afirmou nesta quinta-feira que "será muito difícil" o País receber uma elevação da nota soberana em 2012 pela agência de rating internacional. "A perspectiva da nota do Brasil é estável e primeiro ela precisaria se tornar positiva", destacou, referindo-se à avaliação BBB, concedida em novembro de 2011. "Será muito difícil que ocorra um upgrade em 2012."

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

30 de agosto de 2012 | 12h26

Para Regina Nunes, alguns fatores seriam essenciais para que a nota do País fosse elevada pela S&P, como um avanço do PIB sustentável num patamar acima da estimativa de 1,5% para este ano pela agência de rating. "Um crescimento de 3,5% a 4% para o Brasil já seria muito bom", destacou. "O País pode até crescer de 6% a 7% ao ano, não é impossível não. Isso pode ocorrer caso ocorra uma melhora substancial da malha de infraestrutura nacional", avaliou.

Segundo ela, outro elemento importante para que o Brasil receba uma nota maior da S&P seria um movimento estrutural de desonerações de impostos, sobretudo em relação aos investimentos. "O País está fazendo hoje desonerações para setores produtivos como medidas contracíclicas, a fim de estimular o nível de atividade, afetado pela crise internacional", comentou. "Seria importante ver medidas nessa direção de uma forma permanente", disse.

Na avaliação da presidente da S&P para o Brasil e Argentina, foi muito importante a decisão do governo de anunciar um pacote de concessões para rodovias e aeroportos. "Isso vai ajudar a elevar os investimentos de longo prazo em infraestrutura, elevará a geração de empregos e ajudará na qualificação da mão-de-obra", apontou.

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