Será natural retirada de IOF com piora da crise, diz ex-diretor do BC

Para Luiz Fernando Figueiredo, contudo, embora o cenário externo deva continuar a ter deterioração, é possível esperar que a cotação do real ante o dólar fique no patamar atual

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

25 de junho de 2012 | 19h14

SÃO PAULO - O ex-diretor do BC e atual sócio da Mauá Sekular Investimentos, Luiz Fernando Figueiredo, afirmou, em entrevista exclusiva à Agência Estado, que a piora da crise internacional deve provocar efeitos sobre a economia brasileira, como movimentos "disfuncionais" no câmbio, movidos pelo excesso de volatilidade. "Nesse contexto, o Banco Central vai agir e será natural o governo retirar o IOF sobre derivativo em alguns meses", destacou.

Para Figueiredo, contudo, embora o cenário externo deva continuar a ter deterioração nas próximas semanas e até meses, é possível esperar que a cotação do real ante o dólar no Brasil fique, até o final do ano, no atual patamar, ao redor de R$ 2,00, mas que não chegue a alcançar os R$ 2,10. "Apesar da piora da crise, o câmbio deve ficar como está ou se valorizar até o final do ano", disse. "Isso deve ocorrer porque o investidor de longo prazo tem uma avaliação favorável em relação aos fundamentos do Brasil. O País tem situação fiscal ímpar, o que é muito raro hoje no mundo. Além disso, a inflação é baixa, há baixo desemprego e a renda da população registra ganhos reais expressivos, inclusive porque isso ocorre numa conjuntura internacional tão desfavorável", afirmou.

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