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Serasa: cheques sem fundos recuam 1% em outubro

O volume de cheques sem fundos recuou em outubro para o menor porcentual desde setembro de 2008, mês em que se intensificou a crise econômica mundial. A inadimplência com cheques no mês passado foi de 1,92%, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, divulgado hoje. Houve redução de 1% em relação ao resultado de setembro e queda de 4,5% ante outubro do ano passado.

EQUIPE AE, Agencia Estado

18 de novembro de 2009 | 10h29

De acordo com a Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito, esta foi a primeira vez em 2009 que houve uma queda na comparação com igual mês de 2008 e o terceiro mês seguido de baixa na inadimplência em relação ao mês imediatamente anterior. No mês passado, foram devolvidos 1.974.345 cheques e compensados 102.694.254.

Segundo os técnicos da empresa, "mesmo com o bom desempenho das vendas, o Dia das Crianças não inverteu a sequência de recuos no porcentual de cheques devolvidos". Entre os motivos para a redução da inadimplência com cheques estão a volta do crescimento econômico, os juros mais baixos, o aumento dos empregos formais e a recuperação da renda. Os técnicos lembram ainda que, em outubro de 2008, com a crise financeira, havia uma situação de redução de liquidez e de queda do consumo, da produção e do emprego, o que levou ao aumento da inadimplência.

No acumulado do ano até outubro, o volume de cheques sem fundos foi de 2,19%, alta de 11,7% ante o mesmo período de 2008. Segundo os técnicos da Serasa, a inadimplência mais elevada no primeiro semestre ainda afeta o resultado do ano. Os analistas esperam uma queda ainda maior do volume de cheques sem fundos nos próximos dois meses, principalmente em razão do 13º salário.

Estados

Ainda de acordo com a pesquisa, o Estado com maior porcentual de cheques devolvidos no acumulado do ano é o Amapá, com 9,75%. Na sequência aparecem Maranhão (9,43%) e Acre (8,80%). Em São Paulo, foi verificada a menor inadimplência, de 1,69%. Rio de Janeiro registrou 1,76% e Santa Catarina atingiu 1,90%.

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