Serasa detecta queda de inadimplência em 5 regiões

Levantamento feito pela Centralização de Serviços dos Bancos (Serasa) detectou em janeiro queda no volume de inadimplência em cinco regiões do País no confronto com o mesmo período do ano passado. O maior índice de queda foi verificado na região Sul, onde o total de títulos protestados de pessoas físicas e jurídicas chegou a 111 mil, mostrando um recuo de 39,8%. O número de documentos protestados de pessoa jurídica foi reduzido em 45,5%, para 75 mil protestos. Com um total de 36 mil títulos protestados em janeiro passado, a queda para a pessoa física foi de 22%.A região Nordeste apareceu na pesquisa da Serasa com o segundo maior índice de queda no volume total de inadimplência em janeiro, com 30,8% ou 63 mil títulos. O total de protestos para o segmento de pessoa jurídica no mês passado atingiu 47 mil documentos, volume 33,9% menor na comparação com janeiro. A mesma tendência foi verificada nas transações envolvendo títulos de pessoa física, que apresentaram um índice de inadimplência 19,7% menor no Nordesde, com o número absoluto de protestos caindo para 16 mil.Ainda segundo o estudo da Serasa, no Centro-Oeste o volume total de títulos protestados recuou 29,9%. Essa queda resultou do recuo de 33,9% no volume de títulos não pagos pelas empresas. No âmbito do consumidor, a Serasa verificou uma queda de 21,2% no total de títulos protestados em janeiro deste ano relativamente ao mesmo período do ano passado. Na Região Norte do País a inadimplência medida pelo volume de títulos protestados apresentou um recuo de 27,6% para 20 mil documentos. A composição deste índice divide-se em 29,2% de decréscimo nos protestos de títulos de empresas e de 22,2% do segmento pessoa física.O menor índice de queda foi verificado no Sudeste, onde o volume total caiu 25,1%, em decorrência da queda de 33% no total de protestos de pessoa jurídica e de 17,7% de pessoa física.A Serasa atribui o menor volume de inadimplência ao maior índice de regularização de pendências financeiras do consumidor depois do acordo do FGTS que repôs as perdas ocorridas no fundo com os planos Collor e Verão e pela fato de as empresas terem evitado a expansão da participação de recursos de terceiros na sua estrutura de capital devido às pressões do câmbio e dos juros. Além disso, a demanda por crédito foi reduzida no ano passado.

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