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Serasa: inadimplência de empresas cai 17% em fevereiro

No entanto, em relação ao mesmo mês do ano de 2008, a inadimplência da pessoa jurídica subiu 20,6%

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 13h03

A inadimplência da pessoa jurídica no País caiu 17% em fevereiro ante janeiro, mas subiu 20,6% no mês passado ante igual mês do ano anterior, de acordo com o indicador da Serasa Experian, divulgado nesta quarta-feira, 25. No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, a porcentagem avançou 25% ante o mesmo período de 2008.

Na avaliação da empresa, o aumento no primeiro bimestre deste ano reflete os efeitos da crise financeira internacional sobre o nível de atividade econômica, com a consequente demanda menor por crédito e a ampliação da inadimplência do consumidor. Isso, por sua vez, afeta o caixa das empresas menos capitalizadas.

Entretanto, a Serasa ressaltou que a inadimplência das empresas segue em desaceleração. Em base mensal, a empresa atribuiu o recuo de fevereiro ao efeito calendário, uma vês que o mês teve um número menor de dias úteis do que janeiro.

Segundo o levantamento, os títulos protestados lideraram o ranking de inadimplência das empresas no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, com 41,5% de participação no indicador. O resultado representa um recuo com relação ao igual período de 2008, quando a participação era de 42,5%.

Em seguida, ficaram os cheques devolvidos, que representaram 39,4% da inadimplência da pessoa jurídica em janeiro e fevereiro. No mesmo período de 2008, o peso dos cheques sem fundos foi de 38,3%. Por fim, ficaram as dívidas com os bancos, que foram responsáveis por 19,1% da inadimplência das empresas. Em 2008, nos dois primeiros meses, esta participação foi de 19,2%.

A alta de 20,6% de fevereiro ante o mesmo mês de 2008 foi inferior à elevação anual de 28,9% registrada em janeiro e ao avanço de 36,1% de dezembro. A Serasa Experian informou também que o valor médio das dívidas com bancos aumentou 3,9% no acumulado de janeiro e fevereiro para R$ 4.604,96, em relação ao mesmo período do ano passado. Já o valor médio dos títulos protestados cresceu 28,3% para R$ 1.805,83, na mesma base de comparação. Por fim, o valor médio dos cheques sem fundos avançou 16,5% para R$ 1.455,31 no mesmo período.

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