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Serasa: inadimplência de empresas tem alta de 29,7% em 2009

Mesmo com a recuperação econômica, as empresas não conseguiram reverter os danos causados pela crise

AE,

24 de agosto de 2009 | 10h51

A taxa de inadimplência das empresas registrou uma alta de 29,7% no acumulado de janeiro a julho na comparação com igual período de 2008, apontou pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 24, pelo Indicador Serasa Experian.

 

Segundo a pesquisa, mesmo com a recuperação econômica a partir de maio, a queda dos juros, o crescimento do mercado interno e o retorno do crédito, as empresas não conseguiram reverter os danos causados pela crise. "As empresas ainda enfrentam muitos problemas, em termos de liquidez, para financiar suas atividades, seus investimentos e renegociar suas dívidas", avaliam os analistas da Serasa Experian. Os especialistas também veem um cenário desfavorável para as empresas exportadoras com a valorização do real e a recessão global.

 

No resultado verificado na variação de julho de 2009 sobre julho de 2008, a inadimplência das empresas teve aumento de 26,3%.

 

Na comparação com junho de 2009, a alta da inadimplência foi de 6,6%. Para os analistas do Serasa Experian, esta elevação é justificada pela dificuldade de recuperação apresentada pelas empresas somada ao maior número de dias úteis no mês de julho (23), na comparação com junho (21).

 

Títulos protestados lideram ranking do indicador

No primeiro semestre, os títulos protestados representaram 41,6% de participação das dívidas das empresas, com valor médio de R$ 1.805,48. Na sequência vêm os cheques sem fundo, com 39% de representatividade no ranking, com valor médio de R$ 1.461,35. Em terceiro está as dívidas com bancos, que representam 19,4%, mas com um valor médio mais expressivo de R$ 4.563,70.

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