Andrew Gombert / EFE
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Sergio Marchionne, diretor-presidente da Fiat-Chrysler, morre aos 66 anos

Executivo é considerado o 'salvador' da companhia por recuperar a multinacional italiana e transformá-la mais uma vez em potência internacional; na segunda-feira, ele foi afastado do comando do grupo após sofrer complicações de uma cirurgia

O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2018 | 07h07
Atualizado 25 de julho de 2018 | 07h36

MILÃO, ITÁLIA - Sergio Marchionne, empresário ítalo-canadense que dirigiu a Fiat-Chrysler (FCA) por 14 anos, morreu nesta quarta-feira, 25, aos 66 anos. O Exor, grupo empresarial da família Agnelli, confirmou a informação.

Na segunda-feira, ele foi afastado do comando do grupo após sofrer complicações de uma cirurgia e estava internado em estado crítico. O executivo é considerado o "salvador" da companhia, recuperando a multinacional italiana e transformando-a mais uma vez em uma potência internacional.

O empresário iria se aposentar em 2019 e a companhia já havia anunciado um substituto: Mike Manley, britânico de 54 anos. Ele vinha comandando os negócios nas marcas Jeep e os caminhões Ram, duas das unidades mais rentáveis da Fiat. 

Trajetória

Sergio Marchionne foi descoberto pela família proprietária da montadora após a morte de Umberto Agnelli, último do clã a exercer a presidência. A recuperação começou com a renegociação de dívidas e um choque de gestão.

Ao longo dos anos de poder, o ítalo-canadense superou as resistências, renegociou de contratos trabalhistas, fechou fábricas e conseguiu cortes de dívidas e acordos inesperados para a injeção de recursos no caixa da empresa. 

Em 2009, quando a Fiat ainda era considerada uma empresa em crise, e o setor automotivo enfrentava a turbulência financeira internacional, o empresário surpreendeu o mundo com a aquisição da Chrysler.

Orgulho industrial italiano, a Fiat passou a ser negociada nas bolsas de valores de Wall Street e de Milão. Comandado a partir de Detroit, nos EUA, e de Turin, na Itália, o novo grupo ganhou espaço e hoje vale mais de € 60 bilhões, dez vezes mais do que em 2004. / AP e AFP

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