Serpro diz não ter estrutura para ampliar serviços

Estatal responsável pelo desenvolvimento e gestão tecnológica do governo, o Serviço de Processamento de Dados (Serpro) admite que sua estrutura não permite ampliar o atendimento a novos serviços, como aqueles assumidos pelo Banco do Brasil.

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2014 | 02h02

Nos últimos sete anos, houve aumento de funcionários e da capacidade de armazenamento dos dados, mas tudo foi dedicado a atender os principais clientes. O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, diz que 2 mil novos funcionários foram incorporados ao quadro da estatal, que conta com 8 mil servidores na atividade final - 2 mil são responsáveis por atender a Receita. Outros 3 mil estão espalhados em postos físicos do órgão em todo o País.

"Estamos trabalhando a todo vapor com nossos clientes tradicionais. Nossa capacidade é limitada aos serviços que já prestamos", diz Mazoni.

Ficaria mais caro ao governo, segundo ele, desenvolver sites "simples", como o 'consumidor.gov'. A empresa tem como negócio a prestação de serviços em tecnologia da informação e comunicação para o setor público.

"Trabalhamos com informações estruturadas. Nossos produtos detêm uma base gigantesca de dados, que é preciso proteger", diz Mazoni.

O principal cliente do Serpro é o Ministério da Fazenda. O maior contrato é o da Receita Federal, de R$ 1,1 bilhão ao ano. O Tesouro Nacional paga R$ 280 milhões ao ano pelos serviços da estatal. Na lista dos contratos governamentais, estão ainda R$ 300 milhões do Ministério do Planejamento e R$ 100 milhões do Departamento Nacional de Trânsito.

Mazoni diz que os recursos para investimento aumentaram de R$ 80 milhões em 2007 para R$ 210 milhões neste ano.

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