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Serra admite gravidade da crise, mas diz que SP está preparado

Governador considerou preocupantes os números do desemprego divulgados pelo Ministério do Trabalho

Carolina Freitas, da Agência Estado

20 de janeiro de 2009 | 15h58

O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 20,  ter previsto a chegada da crise econômica mundial no Brasil e garantiu ter preparado as finanças paulistas para o baque da atual onda de demissões. Apesar de confiar no efeito anticrise da manutenção dos investimentos governamentais e negar medidas emergenciais para conter a desaceleração econômica, Serra considerou preocupantes os números do desemprego divulgados pelo Ministério do Trabalho. E admitiu: "Há um temporal muito grande de crise pela frente."   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Questionado sobre medidas contra o desaquecimento econômico do Estado, Serra disse ter "muita preocupação" com a situação, mas dispensou ações emergenciais. "Não é o caso. Essa crise, por nós, já estava prevista há muito tempo. Não é novidade." Além da manutenção dos investimentos, o governador destacou a importância de incentivos e oferta de crédito a pequenas e médias empresas. "São elas que geram mais empregos", justificou o tucano, depois de participar de evento da Secretaria da Educação, na capital paulista.   O mercado de trabalho formal brasileiro teve, em dezembro passado, o pior desempenho desde 1992, mostram dados de ontem (19) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As demissões superaram as contratações em 654,9 mil vagas. Para Serra, esse também era um quadro "previsível". "São preocupantes os dados do Caged. A pessoa desempregada consome menos, o que prejudica a produção", afirmou o governador. "É uma situação que, a meu ver, era previsível, mas chegou com força. O que a gente pode fazer é trabalhar."   O tucano voltou a alfinetar o governo federal ao insinuar falhas na política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Estamos fazendo o máximo possível (para enfrentar a crise) dentro das possibilidades limitadas do governo estadual, que não tem instrumentos de política econômica, próprios do governo federal", disse Serra, que foi derrotado por Lula nas eleições de 2002 e aspira concorrer à Presidência da República em 2010.   Impostos   Serra esquivou-se de entrar na discussão entre empresários e sindicalistas sobre alternativas para conter demissões. Dirigentes da CUT e da Força Sindical convocaram o governador de São Paulo a rever tributos e impostos para, em uma via, aliviar as empresas e, na outra, exigir a manutenção do emprego dos trabalhadores. "Já fizemos bastante desoneração", respondeu Serra. "A manutenção do emprego deve ser fruto da negociação entre empresas e sindicatos."

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