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Serra cobra ajuda de usineiros para progresso do setor

Ele afastou hipótese de que a crítica e a citação sobre o ICMS fossem uma ameaça de punição

Gustavo Porto e Chico Siqueira, da Agência Estado,

26 de fevereiro de 2008 | 16h00

O governador de São Paulo, José Serra, cobrou hoje os usineiros do Estado a contribuírem com o desenvolvimento de mão-de-obra especializada para o setor, com a melhoria das estradas vicinais e com pesquisas que ajudem no aumento da produtividade da cana-de-açúcar, para frear a expansão de canaviais no Estado. As críticas foram feitas na abertura da Feira dos Negócios do Setor de Energia (Feicana/Feibio), uma das principais do setor sucroalcooleiro."Vou fazer um chamado para que os usineiros contribuam mais, porque não é possível que o setor não junte forças para isso e venha pedir ao governo, que já faz muito", disse Serra. No discurso, ele lembrou ainda que São Paulo tem a menor alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do País, de 12%, e ainda que o governo já inaugurou duas Faculdades de Tecnologia (Fatecs) com cursos específicos do setor, uma no ano passado em Sertãozinho e outra hoje em Araçatuba. "Vamos ainda inaugurar outras duas Fatecs com cursos voltados para a bioenergia, uma Jaboticabal, outra em Piracicaba", disse o governador.Serra afastou a hipótese de que a crítica aos usineiros e a citação sobre o ICMS, feitas no mesmo discurso, fossem uma ameaça de punição com uma possível mudança na alíquota sobre o álcool. "Não estou pedindo para o usineiro colaborar comigo e sim com o Estado de São Paulo. E, em geral, os usineiros estão colaborando", amenizou o governador.Ele anunciou ainda que o governo paulista pretende criar um Centro de Pesquisas em Etanol em uma cidade do interior paulista, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "Como o governo federal não vai conseguir fazer isso, vamos buscar apoio para que São Paulo faça", criticou. A intenção do governo paulista é de que esse centro de pesquisas seja feito em Piracicaba (SP), município onde o governo federal implantou, em 2005, o Pólo Nacional de Biocombustíveis, o qual funciona nas instalações da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), apesar de o projeto de uma sede própria já ter sido apresentado.Na própria Feicana/Feibio, o presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Sawaya Jank, rebateu as críticas de Serra e disse que o governador está "equivocado" tanto em cobrar ações do setor sucroalcooleiro para pesquisas, como em anunciar um novo centro de pesquisas para o etanol. "A maior parte das pesquisas no setor hoje é feita pelo setor privado, no Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que é mantido por 140 usinas entre outros", disse. "Não faz sentido criar mais um centro e sim juntar os esforços para os que já existem", completou Jank.

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