Serra defende compra da Nossa Caixa pelo BB

Governador diz que 'é natural pensar que a proposta do BB é melhor' para o Estado pois implica em mais recuros

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

23 de maio de 2008 | 19h29

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) defendeu nesta sexta-feira, 23, em entrevista em Campos do Jordão (SP), a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. "Se houver uma oferta boa, a gente tende a aceitar", disse o governador. "É natural pensar que a proposta do BB será sempre melhor para o Estado de São Paulo, pois implicará trazer mais recursos que, em princípio, as propostas de bancos privados", avaliou em entrevista.   Serra destacou ainda que esses recursos, caso a venda se concretize, serão usados em estradas, transporte, educação, saúde e saneamento. "Vamos trabalhar para que nós tenhamos mais recursos para investir", disse.  O governador destacou ainda que o interesse na compra da Nossa Caixa partiu do BB e o governo concordou em receber a proposta. "Estamos conversando com o Banco do Brasil. Isso depois vai ter que ser examinado pela Assembléia Legislativa. Não é um assunto para resolver hoje ou amanhã."   Veja também: Banqueiros e analistas defendem leilão para Nossa Caixa  Bradesco e Itaú defendem leilão para Nossa Caixa  BB negocia a incorporação da Nossa Caixa  Unibanco também manifesta interesse na compra  AE Investimentos: Ações do banco paulista disparam. Veja como negociar   Os bancos privados, no entanto, defendem a realização de leilão porque também têm interesse no negócio. Bradesco, Itaú e Unibanco se apressaram nesta sexta em se manifestar desapontados com a possibilidade de que o próximo passo seja dado sem concorrência.   Serra explicou ainda por que a proposta de um banco público traria mais recursos para o governo do Estado do que a compra da Nossa Caixa por bancos privados. "O interesse do Banco do Brasil é comprar a Nossa Caixa para receber também esses depósitos (judiciais). Se a Caixa fosse vendida para bancos privados, os depósitos judiciais não iriam para o banco que a comprasse", explicou. Na Nossa Caixa estão depositados cerca de R$ 16 bilhões em depósitos judiciais, que só podem estar em bancos públicos.   Serra disse que não está participando das negociações e que ainda não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a esse respeito. "Toda a conversa foi entre a Secretaria da Fazenda e a direção do Banco do Brasil, eu apenas acompanhei." Serra destacou que as informações sobre a negociação foram comunicadas ao mercado para que "ficasse tudo transparente, porque isso mexe com o mercado de ações". "A expectativa que gerou foi tão boa que as ações da Nossa Caixa subiram bastante", comentou.        Texto ampliado às 20h40  

Tudo o que sabemos sobre:
Nossa CaixaBanco do Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.