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Serra defende etanol e diz que País não tem crise de alimentos

Segundo governador de SP, País tem condições de produzir mais alimentos para atender demanda interna

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo,

29 de abril de 2008 | 17h10

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta terça-feira, 29, em Ribeirão Preto, durante a 15ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), que o Brasil não sofre com o problema da crise mundial de alimentos. Ele também rebateu as críticas desferidas contra o etanol brasileiro nos últimos dias por Jean Ziegler, o relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação. O governador citou até que o petróleo colabora para o aumento dos preços agrícolas. Veja também:Especial: Entenda a crise dos alimentos   "A preocupação com a fome ocorre porque teve aumento do preço internacional dos alimentos, que se deve a razões estranhas ao Brasil, mas aqui não falta alimento e temos condições de produzir mais para o mercado interno e para a exportação, e o que precisa é ter mais mercado aberto", disse Serra. Ele destacou ainda que Índia e China, por serem países superpopulosos, com bilhões de pessoas, estão crescendo, mas "não produzem comida suficiente e demandam o resto do mundo, e isso tem pesado nos últimos anos". Serra enfatizou que Brasil, Argentina, Austrália e Estados Unidos, "que são os celeiros do mundo", tiveram problemas climáticos, o que também atrapalhou. E não poupou o que considera um "aumento cavalar" no preço do petróleo. "O que era US$ 30 (o preço do barril) há poucos anos, agora está em US$ 120", explicou o governador paulista, justificando o encarecimento do transporte e até dos fertilizantes no meio rural. "Tenho certeza de que no nosso país esses problemas serão muito bem enfrentados, pois temos um setor agropecuário poderoso." O governador Serra defendeu o etanol brasileiro, a partir da cana-de-açúcar. "O que tem impulsionado os preços (dos alimentos) para cima não é o etanol brasileiro, de cana, mas o americano, de milho", comparou ele. "O etanol de milho tem um terço da produtividade do de cana e os Estados Unidos não nos deixam exportar nosso produto para lá, com proteção que acaba duplicando o preço do etanol brasileiro, com tarifas, cotas...", acrescentou Serra, que ainda alfinetou Ziegler. "Acho que esse senhor (Ziegler), que na verdade não é ONU, fez um estudo para a ONU, e aí fica como sendo a opinião de todas as nações unidas", concluiu.

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