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Serra e Mantega propõem postergar pagamento do Simples

Medida, que será discutida com outros governadores e prefeitos, ajudaria micro e pequenas empresas

Adriana Fernandes e Tânia Monteiro, da Agência Estado,

19 de novembro de 2008 | 19h05

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o governador de São Paulo, José Serra, apresentaram nesta quarta-feira, 19, a proposta de postergação do pagamento do Simples por 30 a 60 dias. Segundo o ministro, o assunto foi discutido durante a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Como o Simples é compartilhado com Estados e municípios, além da União, o governo vai buscar apoio dos governadores e prefeitos para aprovação da medida pelo Conselho de Gestão do Simples.   Veja também: CEF tem R$ 20 bi para emprestar às pequenas empresas Não tomamos decisão sobre Nossa Caixa, diz Serra De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Segundo Mantega, a medida pode ajudar as micro e pequenas empresas com capital de giro e, se aprovada, poderá ser implementada rapidamente, já em dezembro, bastando apenas a decisão do Conselho de Gestão.   O governador de São Paulo disse que a proposta é "perfeitamente viável" e vai melhorar as condições de capital de giro das empresas no final do ano e início de 2009. Segundo ele, essa é uma medida anticíclica e está na direção certa. De acordo com Serra, o Simples arrecada por ano R$ 23 bilhões.   O ministro Mantega destacou que, na reunião, eles discutiram a política econômica e a situação do Brasil frente à crise financeira internacional. Ele lembrou que o governo federal e o governo do Estado de São Paulo implementaram juntos, pelo Banco do Brasil e pela Nossa Caixa, uma linha de financiamento para as montadoras. Segundo Mantega, a medida foi bem sucedida.   O ministro disse que a economia brasileira está reagindo bem e que a atuação do Estado com medidas pró-crescimento (anticíclicas) é importante para a manutenção do crescimento. O ministro previu um crescimento de mais de 5% em 2008 e de 4% em 2009.

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