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Serra: R$ 5,4 bi foi 'um bom preço' pela Nossa Caixa

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), defendeu hoje o modelo de venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil (BB) como "o melhor" para o governo do Estado. Questionado sobre se um leilão não poderia resultar em um valor maior que os R$ 5,386 bilhões, uma vez que a fusão entre Itaú e Unibanco estimulou uma corrida dos bancos para alcançar a liderança do novo grupo, Serra respondeu que "do ponto de vista do Estado, o melhor era vender ao Banco do Brasil, em todos os sentidos". O governador afirmou que o valor da venda foi "um bom preço". Ele disse ainda que nunca foi procurado pelo Bradesco para falar sobre a venda da Nossa Caixa.O secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, afirmou que a negociação da compra da Nossa Caixa pelo BB se estendeu por seis meses. "No início de maio, o BB demonstrou interesse estratégico pela Nossa Caixa para que pudesse ter posição de destaque no Estado de São Paulo." O secretário contou que foram estabelecidas algumas premissas para que o negócio fosse concretizado, entre elas a preservação de interesses públicos, com a garantia de absorção de empregados e de que os correntistas não seriam prejudicados. A Nossa Caixa solicitou também que fossem oferecidas garantias para seus parceiros, como Icatu e Mapfre. "Garantidas as premissas, iniciamos a partir de maio a avaliação dos ativos do banco e a negociação de preço", afirmou. A Nossa Caixa foi assessorada pelo Citi e pelo Fator, enquanto o BB contou com a assessoria da Merrill Lynch e da PricewaterhouseCoopers. "Após seis meses, hoje fechamos negócio com o Banco do Brasil e assinamos o memorando de entendimentos." De acordo com o secretário, a atual capilaridade de atendimento da Nossa Caixa será mantida, com presença nos 645 municípios do Estado. Ele informou também que o balcão de produtos e serviços de interesse do governo, oferecido hoje pela Nossa Caixa, será mantido. Segundo o secretário, o projeto de lei solicitando a aprovação da compra das ações da Nossa Caixa em poder do governo para o BB será enviado à Assembléia Legislativa do Estado na próxima semana.Depósitos judiciaisOs depósitos judiciais da Nossa Caixa serão mantidos nas condições atuais pelo BB até 2017, segundo o secretário. O montante desses depósitos até 2017 soma R$ 16 bilhões. Pelo período mínimo de cinco anos, o BB será o agente financeiro do Estado de São Paulo, mas esse prazo poderá ser prorrogado, de acordo com Costa.O secretário paulista informou também que o governo do Estado vai transferir ao BB 100% das ações em seu poder até março. Ele disse ainda que a oferta aos minoritários será nas mesmas condições feitas ao governo do Estado. O secretário disse ainda que os funcionários da Nossa Caixa serão incorporados ao Banco do Brasil.

ANNE WARTH E CHIARA QUINTÃO, Agencia Estado

20 de novembro de 2008 | 20h54

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