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Serra: tem muito petróleo em Santos, e isso já se sabia

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou hoje que antes mesmo da Petrobras anunciar a descoberta de novas reservas de petróleo no campo de Tupi, na Bacia de Santos, a sua administração já estava focada no desenvolvimento do litoral paulista."Antes mesmo deste anúncio (na quinta-feira passada) eu já estava ligado na questão de Santos e do nosso litoral norte, tanto que em uma das concessões rodoviárias, a da D. Pedro I, serão incluídas obras na orla de Caraguatatuba e São Sebastião. Ao mesmo tempo, estamos turbinando o ensino técnico e tecnológico nessas regiões, com especialização nas áreas do petróleo, da infra-estrutura e da logística", destacou ele, após participar de seminário sobre infra-estrutura.Na palestra que realizou no encerramento do evento promovido pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Serra argumentou: "Eu tenho dúvidas sobre o impacto dessa descoberta, se ela foi feita mesmo agora ou não. Mas uma coisa é certa, tem muito petróleo na Bacia de Santos e isso a gente já sabia desde antes".Em entrevista à imprensa, concedida após o evento, ele foi questionado sobre essa declaração e respondeu apenas: "Já se sabia que o País tem muitas reservas e eu acho que (o governo) continua sabendo que tem muitas reservas".Segundo o governador, a exploração da maior reserva de petróleo já anunciada no Brasil só ocorrerá a partir de 2014. "É muito tempo", comentou Serra, citando que é necessário o País atuar na solução de problemas atuais, como a falta de gás. E reiterou: "Ainda tem muito tempo pela frente".Apesar da afirmativa, Serra disse que seu governo já se prepara para fazer frente a esta descoberta, citando especificamente a formação de profissionais especializados neste setor. "Isso porque será o cúmulo se a Petrobras se estiver preparando para este grande investimento e tiver de trazer gente do exterior. Não tem cabimento, temos desemprego local e o ideal é treinar as pessoas que possam trabalhar lá mesmo, é muito mais barato".

ELIZABETH LOPES E ANNE WARTH, Agencia Estado

13 de novembro de 2007 | 18h16

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