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Serviço de 'butique financeira' cresce na crise

Um dos efeitos do crescimento do número de milionários no Brasil nos últimos anos - existem hoje 131 mil pessoas com mais de US$ 1 milhão no banco, quase o dobro do início da década, segundo o ranking de riqueza mundial da Merrill Lynch - foi a proliferação das butiques de investimento, ou multifamily offices. Oferecendo serviço personalizado, essas consultorias de gestão de patrimônio ainda são pequenas se comparados os recursos sob sua administração ao volume administrado pelos serviços de private banking dos bancos. Mas os volumes estão crescendo, assim como o número de novas consultorias.

AE, Agencia Estado

05 de outubro de 2009 | 09h21

Estatísticas oficiais não existem, mas o mercado estima que os gestores independentes de patrimônio sejam responsáveis pela intermediação financeira de algo como de R$ 50 bilhões a R$ 70 bilhões, volume que corresponde a menos de 10% do mercado. Nos Estados Unidos, os independentes já são maiores do que a área de private banking dos bancos: cerca de 70% dos recursos privados da alta renda estão sob sua gestão.

"A proliferação dessas consultorias reflete o fato de que o capitalismo brasileiro está funcionando", avalia José Guimarães Monforte, presidente da Pragma Patrimônio, gestora criada há dois anos a partir da experiência da Janos, family office que nasceu para gerir o patrimônio dos fundadores da Natura. A Pragma é um single family office (escritório de uma única família) que virou multi. "Mas somos mais do que um multifamily office, pois fazemos gestão de patrimônio e não só alocação de investimento."

Hoje, a gestora comandada por Monforte administra a fortuna de seis famílias, entre as quais as dos donos da própria Natura e também do Grupo Martins. A empresa não estabelece um limite rígido para admitir um cliente, mas mira quem tem acima de R$ 30 milhões em ativos, líquidos ou não. A Pragma está entre as maiores do mercado. No mesmo patamar para cima, está a área de gestão de patrimônio da Gávea Investimentos - que no início de setembro se associou à mesma área da Arsenal, criando a Gávea Arsenal Gestão de Patrimônio. Dentre as grandes, há ainda a GPS e a Reliance, que trabalham com um volume maior de clientes. "Esse mercado está crescendo e devemos ver mais consolidação pela frente", acredita Monforte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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