Rafael Arbex|Estadão
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Serviços dos Correios vão ficar 8,89% mais caros

Reajuste é o segundo no ano e tem o objetivo de reverter o prejuízo que a estatal terá em 2015, estimado em R$ 900 milhões

Sandra Manfrini, O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2015 | 09h52

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda autorizou o reajuste de 8,898% nas tarifas dos serviços postais e telegráficos, nacionais e internacionais, prestados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Segundo Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quinta, o reajuste, sob a forma de recomposição, irá vigorar por 21 meses, a contar da data de publicação de sua aprovação pelo Ministério das Comunicações. 

O índice de reajuste é o mesmo pedido pelos Correios ao Ministério da Fazenda, conforme o ministro das Comunicações, André Figueiredo, já havia informado em novembro. A decisão veio após uma série de reuniões entre o conselho de administração dos Correios e Ministério da Fazenda nas quais foram discutidas medidas para reverter o prejuízo que a estatal terá em 2015, estimado em R$ 900 milhões. Este será o primeiro prejuízo da empresa nos últimos 20 anos. 

Em abril deste ano, o governo já havia autorizado um aumento de 7% nos preços praticados pelos Correios após manter as tarifas congeladas durante dois anos. "A defasagem é maior. Temos uma defasagem de dois anos e estamos com déficit financeiro de R$ 2 milhões por dia. O pedido não cobre tudo, mas dá um alívio", afirmou o presidente dos Correios, Giovanni Queiroz, no dia da sua posse, realizada em 17 de novembro. 

Naquela data, o ministro das Comunicações, André Figueiredo, também disse ser necessário adotar medidas para melhorar a governança da estatal. "E é algo que não podemos reverter de imediato. O prejuízo deste ano também é muito influenciado por incorporações de débitos de anos anteriores, principalmente as referentes ao fundo Postalis", disse o ministro.

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