Serviços indicam economia mais forte

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, o volume de serviços prestados avançou 0,8% neste fim de ano

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2019 | 04h00

Entre setembro e outubro, os indicadores de serviços evoluíram mais rapidamente do que os do comércio varejista, reforçando as expectativas de recuperação do ritmo da atividade neste fim de ano. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços prestados avançou 0,8% no período, enquanto as vendas do varejo subiram 0,1%. Como os serviços pesam cerca de 75% no Produto Interno Bruto (PIB), são mais claros os sinais de que o crescimento do PIB poderá até superar a marca de 1,1% estimada pelas consultorias econômicas ouvidas para o boletim Focus do Banco Central (BC).

Em 12 meses, o avanço de 0,8% dos serviços parece ser pouco expressivo, mas, como notou o gerente da PMS, Rodrigo Lobo, “finalmente o setor de serviços vai fechar o ano no terreno positivo”. Será, afirmou, a primeira alta desde 2014. Mas esta não será suficiente para repor as perdas ocorridas entre 2015 e 2017, quando a queda foi de 11%.

A alta dos serviços foi generalizada e é a maior para um mês de outubro desde 2012. Mas o diferencial está no semestre em curso: entre julho e outubro, segundo o IBGE, o setor de serviços acumulou aumento de 3%, revertendo a perda de 1,8% observada no primeiro semestre e subindo 1,2% em relação a dezembro de 2018.

Na comparação entre outubro de 2018 e outubro de 2019, houve crescimento nas cinco categorias avaliadas. Esse número cai para quatro categorias entre setembro e outubro de 2019, período em que se destacaram os serviços de informação e comunicação (+1,8%). Aumentou o uso da tecnologia da informação para acelerar os negócios, num sinal de modernização da economia. A aquisição de livros didáticos pelo governo contribuiu para a alta no mês, segundo o IBGE.

Os serviços prestados às famílias aumentaram 1,5% em relação a outubro, liderados por hotéis e restaurantes, enquanto o setor de transporte, que também tem peso relevante, mostrou alta de 1,1%, influenciado por concessionárias de rodovias, correios e transporte rodoviário de cargas.

O crescimento dos serviços teve abrangência nacional, alcançando 22 das 27 unidades da Federação, mas a disseminação foi menor na comparação entre outubro de 2017 e outubro de 2018. Ou seja, os dados de curto prazo parecem ser mais promissores.

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