Serviços terceirizados empregam 1,5 milhão de pessoas

O setor de serviços terceirizados fatura R$ 20 bilhões por ano e emprega 1,5 milhão de trabalhadores com carteira assinada e demais direitos trabalhistas. A constatação é da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), que fez uma pesquisa inédita com o setor, que emprega faxineiros, porteiros, jardineiros, vigilantes, manobristas e office-boys, entre outros profissionais. De acordo com o levantamento, 11 mil empreendimentos formais, dos quais 68% são referentes a micro e pequenas empresas, compõem o setor. Os impostos federais recolhidos anualmente pelo grupo atingem R$2,35 bilhões. A pesquisa também apontou que 75% dessas companhias e 74% de seus empregados estão na região Sul. Outro ponto mencionado foi a movimentação financeira do setor sobre outros segmentos, na compra de uniformes, equipamentos e maquinário, telefonia e veículos. Como exemplo, o consumo de produtos químicos é o de movimentação mais expressiva, com R$530 milhões ao ano, seguido pelo consumo de telefonia, com R$234 milhões ao ano. Cenário animador Na análise da Febrac, os números revelados pela pesquisa mostram um cenário animador para o futuro, pois cerca de 50% do mercado de limpeza institucional no setor privado (que representa 40% do mercado total) já estão nas mãos de terceiros, especialmente nas grandes empresas, como indústrias, bancos, condomínios comerciais, escritórios diversos, supermercados, shopping centers, terminais rodoviários e aeroportos. Esta porcentagem é maior nos grandes centros e nas regiões Sul e Sudeste. No setor público, que representa cerca de 60% do mercado de limpeza, o nível de terceirização é bem maior, atingindo até 90%. Segundo a Febrac, praticamente a única área ainda disponível, no âmbito federal, estadual e municipal (das grandes cidades), é a da educação, como escolas e universidades. A entidade analisa que os segmentos consumidores com maior potencial para crescimento da terceirização são Pequenos e Médios Escritórios, Pequenas Empresas, Hotéis, Hospitais, Instituições de Ensino, Indústrias Alimentícias e Condomínios Residenciais.

Agencia Estado,

17 Abril 2006 | 15h34

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