Servidor público reclama de teto salarial definido no PAC

A decisão do governo de estabelecer um teto de 1,5% acima do IPCA para o crescimento anual dos gastos da União com a folha de pagamentos não agradou aos servidores públicos. O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público (Condsef), Josemilton Costa, disse que a proposta representa um "achatamento salarial" para os servidores, os quais, segundo ele, já acumulam perdas salariais de anos anteriores ainda não repostas.A medida, que tem como objetivo reduzir gastos correntes do governo, consta do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) da economia divulgado na segunda-feira, 22, pelo governo. "Além disso, o governo fez acordos conosco de planos de carreira e gratificações que essa medida do PAC não permite que sejam cumpridos", disse. "Todos defendemos o crescimento da economia do País, mas o servidor não pode ser o bode expiatório desse processo", completou.Costa disse que o Condsef já está realizando um estudo detalhado para avaliar qual será o impacto que o teto definido no PAC terá nos salários dos servidores. A confederação pretende pedir, quando o estudo estiver pronto, uma audiência à ministra-chefe da casa Civil, Dilma Rousseff, e ao ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, para discutir o assunto. "Esperamos que o governo esteja aberto a negociações", disse Josemilton Costa.A intenção do Condsef é a de conseguir do governo o compromisso de repor as perdas acumuladas da categoria para, somente depois, fixar uma política de longo prazo para os salários.A direção do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) afirmou, nesta terça, que a medida proposta no PAC não é sustentável, pois fere direitos adquiridos dos servidores.

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