Servidores da Aneel elegem lista tríplice para indicar cargo de diretor

Servidores, que formaram uma lista tríplica, dizem querer evitar indicações políticas para o cargo

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

12 Maio 2018 | 04h00

Servidores da Agência Nacional de Energia Elétrica elegeram uma lista tríplice de candidatos para o cargo de diretoria do órgão regulador. A iniciativa segue o modelo do que ocorre na Procuradoria Geral da República (PGR), que prestigia a escolha dos procuradores para a escolha do chefe da instituição, e do cargo de reitor da Universidade de São Paulo (USP), em que a comunidade acadêmica tem a chance de opinar.

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Com a lista tríplice, a Associação dos Servidores da Aneel (Asea) quer evitar indicações políticas para o cargo, além de fortalecer a instituição e as carreiras do órgão. A lista será enviada aos atuais diretores da Aneel, ao ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Ao todo, 394 servidores votaram no segundo turno da eleição. No primeiro turno, foram 405 pessoas.

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O nome mais votado foi o de Leandro Caixeta Moreira, assessor do diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, com 259 votos. Com 253 votos, Camilla de Andrade Gonçalves Fernandes, superintendente adjunta de Fiscalização dos Serviços de Geração de Energia Elétrica, ficou em segundo lugar. Em terceiro, com 217 votos, ficou Alessandro D’ Afonseca Cantarino, superintendente de Fiscalização dos Serviços de Geração.

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A movimentação ocorre em um ano em que o presidente Michel Temer terá a chance de indicar todos os cinco diretores da Aneel. Neste ano, foram enviados os nomes de Rodrigo Limp, consultor legislativo da Câmara, indicado pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), e de Sandoval de Araújo Feitosa, atual superintendente da Aneel, indicado pelo senador Edison Lobão (MDB-MA). Eles ainda precisam passar por sabatina no Senado para assumirem os cargos.

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Atualmente, três diretores compõe o colegiado, mas todos os mandatos vencem em agosto. O diretor-geral, Romeu Rufino, não tem direito à recondução. Já o diretor Tiago de Barros Correia tem direito a mais um mandato. O diretor André Pepitone trabalha para ser o novo diretor-geral e conta com o apoio do senador Edison Lobão. 

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