Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Servidores do Banco Central mantêm paralisação prevista para dia 24 após reunião com Campos Neto

Sindicato diz que encontro com o presidente do Banco Central foi positivo, mas afirma que vai manter a mobilização por falta de proposta do governo para reajuste e reestruturação de carreira

Guilherme Pimenta, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2022 | 21h00

BRASÍLIA - O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) informou nesta sexta-feira, 18, que a reunião com o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, foi positiva, mas, como não há nenhuma proposta concreta do governo federal para reajuste salarial e reestruturação das carreiras, a paralisação prevista para 24 de fevereiro está mantida.

De acordo com o sindicato, “o gargalo das negociações não está no BC, mas sim no governo federal”. A entidade informou que a pauta não salarial, que envolve reestruturação das carreiras, já foi encaminhada pela cúpula do órgão ao governo federal.

“Contudo, ainda não temos uma proposta oficial do governo federal nem sobre a pauta não salarial e muito menos sobre o reajuste salarial”, informou o Sinal. O sindicato afirmou que vai aguardar uma proposta concreta até 9 de março. Caso a pauta não avance, os servidores do Banco Central passarão a debater uma greve por tempo indeterminado a partir da segunda quinzena de março.

“A postura do ministro Paulo Guedes é inaceitável. Negar reajuste aos servidores do Banco Central é uma grande injustiça. O reajuste não pode ser só aos servidores da área de segurança”, afirmou o presidente do sindicato, Fábio Faiad, ao Estadão/Broadcast.

Na última semana, o Estadão/Broadcast mostrou que a mobilização dos servidores do BC já tem afetado o funcionamento de alguns departamentos do órgão. O monitoramento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) de responsabilidade da mesa do BC em São Paulo chegou a ser movido temporariamente para Brasília.

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