Servidores do BC iniciam na 2ª greve por tempo indeterminado

Os funcionários do Banco Central (BC) em Brasília decidiram hoje entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira. A decisão foi tomada depois de o governo ter anunciado que não faria mais nesta semana uma rodada de negociação com os representantes sindicais dos servidores do BC. "Tínhamos uma reunião marcada para ontem, e ela foi adiada para quinta-feira da próxima semana (22/09)", disse o presidente do Sindicato dos Funcionários do BC em Brasília, Paulo Calovi.Calovi disse que os servidores do BC se comprometem a manter em funcionamento os serviços essenciais do banco durante a greve. Os serviços de distribuição e manutenção do dinheiro em circulação no País, no entanto, serão paralisados. Segundo o presidente do sindicato, os funcionários do BC em Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza também vão paralisar suas atividades a partir da segunda-feira.ReivindicaçõesOs servidores do BC reivindicam um reajuste salarial linear de 57% e melhoras no programa de saúde. O presidente do Sinal em Brasília admite, no entanto, que os trabalhadores aceitam negociar um porcentual de aumento menor do que reivindicado. Calovi explicou ainda que o movimento poderá ser suspenso, caso o governo reveja sua decisão e reabra as negociações antes de quinta-feira da próxima semana. "Se tivermos uma reunião na segunda, a greve poderá acabar na própria segunda", comentou.ParalisaçõesA decisão de fazer uma greve por tempo indeterminado foi tomada depois de os servidores do banco terem realizado duas paralisações de advertência em agosto. "Fizemos uma greve de 24 horas no dia 18 e outra de 48 horas nos dias 24 e 25", lembrou o sindicalista.A expectativa era a de que as greves de advertência servissem para forçar o governo a abrir uma negociação com os servidores do BC. A estratégia, no entanto, não deu o resultado esperado pelos sindicalistas. "Depois destas greves, tivemos apenas uma reunião com o governo no dia 31 de agosto em que foram apresentadas propostas muito genéricas", disse o presidente do Sinal em Brasília.

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