Marcio Fernandes/Estadão
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Greve dos servidores do INSS deve acabar na semana que vem

Maioria dos sindicatos votou pelo fim da paralisação, mas a decisão ainda deve ser formalizada em assembleia nacional

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2015 | 09h28

BRASÍLIA - A greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que hoje completa 81 dias corridos, deve se encerrar na próxima semana. De acordo com a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), a paralisação deve acabar depois da assinatura de um acordo entre o governo e os grevistas.

Nesta sexta-feira, 25, as agências do INSS em todos os Estados ainda estão fechadas. O órgão tem 33 mil servidores. A decisão pelo fim da greve é tomada pelos sindicatos nacionais para, depois, ser formalizada em uma assembleia nacional.

Ontem, no primeiro dos encontros com representantes estaduais, 15 Estados e o Distrito Federal aprovaram a suspensão da greve. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pará, Bahia e Goiás. Está marcada para hoje outra assembleia com os representantes dos demais Estados.

Os sindicatos vão encerrar a greve mesmo sem ter atendidos os principais pontos de reivindicação. Eles aceitaram a proposta do governo de dividir o reajuste salarial de 10,8% em duas parcelas, 5,5% em agosto de 2016 e 5,3% em janeiro de 2017. Nas outras reivindicações, os pleitos foram atendidos parcialmente, como a redução da parcela variável dos salários e a fixação de carga horária de 30 horas. Eles queriam a realização de mais concursos públicos, tendo em vista que a metade dos servidores vai se aposentar até 2017, mas esse pedido não vai ser atendido agora.

O momento de frustração de receitas, com novo pacote fiscal para fechar as contas em 2016, inviabilizou as negociações. Por isso, decidiram pelo fim da paralisação. "O quadro político e econômico do País ampliou ainda mais a intransigência e soberba do governo, não nos restou outra alternativa", disse José Campos, do Comando Nacional de Greve da Fenasps.


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