Fabio Motta|Estadão
Fabio Motta|Estadão

Servidores do Rio protestam em frente à Alerj contra privatização da Cedae

Venda da empresa é uma contrapartida exigida pela União para socorrer o Rio financeiramente

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2017 | 14h41

Servidores do Estado do Rio de Janeiro fazem protesto nesta terça-feira, 7, em frente à Assembleia Legislativa do Rio contra o projeto de lei que autoriza a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). A venda da empresa é uma contrapartida estabelecida pelo governo federal para socorrer o Rio financeiramente.

A votação do projeto seria hoje, mas foi adiada para quinta-feira, para que houvesse tempo de apreciação e apresentação de emendas pelos deputados. O PSOL, que integra a oposição ao governo do Estado, o questiona na Justiça. O partido entrou com um mandado de segurança para suspender a votação. Os servidores estão em greve desde a 0 hora em repúdio ao projeto.

O PSOL argumenta que a votação deve ser antecedida de audiências públicas, e que a população dos 64 municípios do Estado que contam com os serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto da Cedae deve ser ouvida sobre a privatização. Sustenta também que tais serviços são de obrigatoriedade de instâncias públicas.

"Não vai ter votação. Os municípios prejudicados têm que ser ouvidos. O interesse do governo federal é o do Moreira Franco (PMDB), são interesses particulares. Ele sempre quis entregar a Cedae", disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL), referindo-se ao ministro da Secretaria Geral da Presidência e ex-governador do Rio, nos anos 1980 e 1990.

"O mundo inteiro está reestatizando a água e o esgoto, e o Rio quer ir na contramão. A Cedae é uma empresa lucrativa, e a crise do Rio é de receita. Não faz sentido. A Cedae não pode ser moeda de troca do governador (Luiz Fernando Peão, PMDB) para não sofrer impeachment", criticou o parlamentar. 

Para amanhã e quinta-feira também estão marcados protestos de servidores na ALERJ. Os atos começaram em novembro de 2016, quando a casa recebeu o pacote de medidas de Pezão para conter a crise. Eles estão com salários atrasados.

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