Servidores do Tesouro podem entregar cargos a Augustin

Trabalhadores realizam paralisação de três dias para reivindicar equiparação salarial com a Receita

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

17 de junho de 2008 | 18h23

O presidente da União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon), Fernando Antunes, afirmou nesta terça-feira, 17, que a adesão de servidores do Tesouro Nacional, no primeiro dos três dias de paralisação da categoria, foi de 70%. Segundo o sindicalista, 90 servidores que ocupam posição de chefia e recebem comissão ameaçam entregar os cargos nesta quarta ao secretário do Tesouro, Arno Augustin. Antunes comentou que a paralisação prejudica o repasse de recursos federais para Estados e municípios, o funcionamento do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal e também a administração da dívida pública. Na avaliação do sindicalista, o Tesouro pode conseguir realizar os leilões de títulos previstos para quarta e quinta-feira, mas dificilmente conseguiria manter os leilões seguintes se a greve persistir. Nesta quarta, a paralisação poderá ser convertida em greve por tempo indeterminado, dependendo do resultado da assembléia que será realizada pela manhã. Os funcionários da Controladoria Geral da União (CGU) também fazem assembléia e decidem se aderem ou não à paralisação dos servidores do Tesouro. Os funcionários do Tesouro e da CGU reivindicam a equiparação de seus vencimentos às dos auditores da Receita Federal. Segundo o presidente da Unacon, pela proposta do governo, o salário inicial da categoria será, em 2010, de R$ 12,2 mil, enquanto na Receita será de R$ 13,6 mil. Na avaliação de Fernando Antunes, é injusto o governo privilegiar os setores de arrecadação em detrimento dos analistas de finanças.

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