Andre Dusek/Estradão
Andre Dusek/Estradão

Servidores intensificam campanha contra reforma da Previdência

Adotando a mesma estratégia de empresários, funcionários públicos estão procurando deputados em seus gabinetes para pressioná-los a votar contra a proposta de mudança

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2017 | 05h00

BRASÍLIA - Servidores adotaram a mesma estratégia dos empresários e passaram a fazer corpo a corpo nos gabinetes dos deputados para convencê-los a votar contra a reforma da Previdência. Um grupo de servidores ligados ao Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que representa 29 entidades, resolveu intensificar, há duas semanas, a campanha contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica as regras de aposentadoria para servidores públicos e empregados da iniciativa privada promete atuar até o início do recesso de fim de ano.

O grupo se apresenta aos parlamentares com folhetos onde contestam os argumentos do governo em prol da proposta. Os servidores definem a PEC como “uma farsa”, dizem que as mudanças propostas são “paliativas” e alegam que as medidas são “crueldades” contra trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público.

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“Caro parlamentar, a nova proposta de reforma segue cruel e draconiana! Reduz os valores das aposentadorias e pensões e a renda das famílias na velhice, com efeitos imediatos”, diz o folheto. “Lembre-se que, em 2018, teremos eleições gerais! Nossa arma será o título de eleitor”, completa.

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“Estamos usando o argumento de que a reforma é ruim”, disse Rudinei Marques, presidente da Fonacate. Segundo o grupo, os parlamentares estão sendo bem receptivos aos pontos apresentados pelos servidores. Eles alegam que a reforma foi mal conduzida pelo governo e que mudar o sistema de aposentadoria significa interferir na economia local de muitos municípios do interior do País, onde a principal renda fomentadora é a dos benefícios previdenciários. “A reforma não está atacando só o servidor público”, disse Marques.

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