Servidores previdenciários entram em greve por 48 horas

Começou hoje a greve de 48 horas dos servidores do INSS. O atendimento nos postos, o cálculo da revisão de aposentadorias e novas concessões de benefícios são serviços que vão ficar interrompidos durante esse período. O comando de greve reivindica, principalmente, um porcentual que chega a 127% de aumento salarial e que corresponde às perdas salariais entre 1995 e 2003. O diretor do Sindiprev-DF, João Torquato, diz que, em primeiro lugar, a categoria exige o cumprimento na íntegra do acordo firmado com o governo federal. Ele ressalta que os grevistas também querem que o governo propicie melhores condições de trabalho a todos os servidores da seguridade social. Estão entre esses profissionais, os servidores dos ministérios da Saúde, Trabalho e Previdência, além dos que servem à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e INSS. Segundo Torquato, a categoria tem uma disposição do Termo do Acordo hoje, especialmente dos servidores do INSS, "onde o governo concede uma parte dos direitos e retira outros, justamente de ações judiciais que não estavam no processo da discussão. Agora o governo busca uma nova interpretação, tentando fazer uma compensação e isso prejudica aqueles trabalhadores que têm suas ações judiciais mais antigas", afirma ele. Paralelo a essas reivindicações há ainda o caso dos servidores de campo da Funasa que têm direitos adquiridos e não estão sendo contemplados. Caso o governo não pague a indenização de campo desses servidores, cuja pendência, segundo o comando de greve, se arrasta desde 1994, o movimento grevista pretende cobrar diretamente no Ministério da Saúde e na Funasa. "Quem sabe assim eles possam agilizar e pagar imediatamente", afirmou Torquato, para quem, "se o governo for inteligente, vai apresentar uma proposta que seja viável ao conjunto da categoria". As informações são da Agência Brasil. Para ler mais sobre as várias greves de servidores: »A Polícia Federal retoma a operação padrão »Os fiscais federais têm proposta de 20% de reajuste »Em Paranaguá, só os estivadores voltam »Professores do Paraná suspendem aulas

Agencia Estado,

23 Março 2004 | 15h19

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