Servidores públicos fazem paralisação na Grécia

Milhares de funcionários públicos gregos cruzaram os braços hoje em protesto contra um congelamento de salários e cortes em gratificações. As medidas são parte de um plano de austeridade do governo para superar dificuldades nas finanças públicas. Dezenas de serviços públicos, como hospitais, controles fronteiriços e até o controle de tráfego aéreo no aeroporto internacional de Atenas devem ser afetados pela greve de 24 horas. "Não à redução nos salários. Não à piora nos direitos sociais. Não à piora da seguridade social, à redução das pensões e ao aumento das idades para aposentadoria", defendeu a central sindical Adedy, em comunicado divulgado em seu site. A Adedy convocou a paralisação.

GABRIEL BUENO, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2010 | 09h35

Outros serviços públicos funcionavam normalmente, entre eles o transporte público na capital, Atenas. Três canais estatais mantiveram suas transmissões. A Grécia permanece sob forte pressão da União Europeia e dos mercados financeiros internacionais. O governo grego tenta reduzir seu forte déficit, que atingiu 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. Esse número é quatro vezes pior que a meta prevista pela UE, de déficits de até 3% do PIB.

O governo grego anunciou na terça-feira medidas para reduzir os salários do setor público e reformar o sistema tributário, a fim de chegar aos patamares previstos pela UE até 2012. Entre as medidas estão o congelamento de salários dos funcionários públicos e cortes em suas gratificações em 10%, em média. Elas também incluem o congelamento - e, em alguns casos, a redução - de salários e bônus para o primeiro-ministro, altos membros do governo e funcionários de estatais. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
crise, Grécia, protesto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.