Marcos de Paulo/AE
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Servidores da Susep paralisam atividades na quarta-feira e podem entrar em greve a partir de maio

Categoria afirma que perdas salariais chegam perto de 30% e que há 12 anos não é realizado concurso público para contratações

Matheus de Souza, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2022 | 14h21

Os servidores da Superintendência de Seguros Privados (Susep), decidiram realizar uma paralisação na próxima quarta-feira, 13. Eles reivindicam recomposição salarial, reposição de pessoal e valorização da carreira.

Com previsão de greve a partir de maio caso as demandas não sejam atendidas pelo governo, o sindicato que representa os servidores não descarta outras paralisações até o fim do mês.

O sindicato vai enviar um ofício com as reivindicações para o Secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Leonardo Sultani, solicitando uma reunião para negociações. Caso não haja resposta até fim do mês, os servidores irão entrar em greve, informa a entidade.

A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados (SindSusep), na noite de sexta-feira, 8.

Perdas salariais 

A direção do Sindicato Nacional da Susep afirma que as perdas salariais para a categoria chegam a quase 30%, já que o último reajuste ocorreu em 2019. Além disso, aponta que há 12 anos não é realizado concurso público para a área, o que gerou encolhimento da categoria e sobrecarga para os servidores.

“Apesar de haver 800 postos previstos em lei, atualmente a Susep conta com pouco mais de 250 servidores”, informa, em nota, o sindicato.

A Susep é responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro, e está vinculada ao Ministério da Economia.

 

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