Sete Brasil vai trocar comando do conselho

RIO - Com dificuldades para definir um novo modelo e a abrangência do negócio, a Sete Brasil vai trocar o comando do conselho de administração até o final do mês. As alterações serão definidas em Assembleia-Geral Ordinária, prevista para a última semana de abril. A data, entretanto, não foi confirmada pela empresa. No encontro, também será apresentado o balanço anual da companhia, que trará informações consolidadas sobre a real situação financeira.

ANTONIO PITA, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2015 | 02h03

No início da semana, a empresa conseguiu estender o prazo de pagamento dos títulos de curto prazo por 90 dias. A companhia estuda alternativas para se manter no mercado. Uma das estratégias analisadas é reduzir o contrato para, no máximo, 17 sondas. Segundo a empresa, este é o número de sondas que já tiveram as obras iniciadas, ainda que a maior parte delas esteja em fase inicial. A empresa foi criada justamente para gerenciar a compra de sondas a serem usadas no pré-sal pela Petrobrás. Originalmente, o número de sondas contratadas é de 29.

Até o momento, nenhuma das sondas foi concluída. As duas primeiras, Arpoador e Urca, têm respectivamente 81% e 86% de avanço físico das obras. A sonda Arpoador tem previsão de iniciar o contrato de aluguel com a Petrobrás em maio. As demais têm andamento entre 6% e 58%, segundo a própria empresa, e devem entrar em operação até 2018.

A companhia enfrenta dificuldades de financiamento desde novembro, quando um de seus ex-diretores fez acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Em fevereiro, o BNDES suspendeu a liberação do financiamento de longo prazo, quando o conteúdo da delação veio à tona, implicando estaleiros e ex-funcionários.

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