Fabio Motta|Estadão
Fabio Motta|Estadão

Sete Brasil voltará a tentar recuperação judicial

Primeiro pedido foi rejeitado pelos fundos de pensão Petros e Previ;nova reunião está marcada para o dia 28

Antonio Pita, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2016 | 09h02

RIO DE JANEIRO - Após a tentativa da última sexta-feira, os sócios da Sete Brasil – empresa criada para construir sondas de perfuração de petróleo para a Petrobrás – tentarão, mais uma vez, no próximo dia 28, aprovar a recuperação judicial da empresa.

Em assembleia geral na última sexta-feira, no Rio, os fundos de pensão Petros e Previ rejeitaram a proposta de pedir a recuperação feita por outros credores, como bancos privados. A alternativa judicial voltou à mesa após a direção da Sete rejeitar as condições propostas pela Petrobrás para a contratação das sondas.

Em nota, a Sete Brasil informou que os sócios presentes na assembleia agendaram um novo encontro no dia 28. Até lá, dará “prosseguimento nas tratativas com a Petrobrás, na tentativa de estabelecer condições comerciais que viabilizem o plano de reestruturação da empresa”.

Fontes próximas às negociações, entretanto, avaliam que há impasse nas negociações com a petroleira – sócia e cliente da Sete Brasil, com uma encomenda original de 28 sondas. Em fevereiro, a Petrobrás sugeriu reduzir o contrato a dez sondas, além de rever o valor do aluguel diário e o tempo do contrato, o que restringiria a viabilidade econômica da Sete Brasil.

A proposta não agradou, e a diretoria da Sete Brasil sequer participa das negociações atuais – apenas os bancos credores tocam as iniciativas, mas sem esperanças de um acordo. A expectativa é que a petroleira postergue a decisão para não assumir o ônus político do calote de R$ 14 bilhões da empresa criada em 2010 para atender à demanda de sondas de perfuração da estatal.

Em janeiro, o pedido de recuperação judicial havia sido rejeitado pela Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás. Agora, na última sexta-feira, a Previ, fundo de pensão dos trabalhadores do Banco do Brasil, rejeitou a proposta. A Sete deve cerca de US$ 1,2 bilhão ao banco. Apenas a Funcef, fundo de pensão da Caixa, foi favorável ao plano.

Segundo fontes, o próprio BB teria assumido as negociações com a Petrobrás, comandada por Aldemir Bendine, ex-presidente do banco, e Ivan Monteiro, ex-diretor financeiro. O entendimento é que as negociações podem provocar a “morte por inanição” da Sete Brasil.

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