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Sete de cada dez argentinos sentem-se pobres, revela pesquisa

Dados também apontam que 40% que nascem pobres permanecerão nessa faixa social toda sua vida

Ariel Palacios, da Agência Estado,

07 de agosto de 2009 | 10h18

No meio da recessão que volta a atingir o país, o clima na Argentina é de pessimismo. Segundo uma pesquisa da consultoria CERX, 70,8% dos argentinos sentem-se pobres. Outra pesquisa, do Centro de Estudos Distributivos, Trabalhistas e Sociais (Cedlas), sustenta que 40% dos argentinos que nascem pobres permanecerão nessa faixa social toda sua vida.

 

O país, que até os anos 70 tinha apenas 6% de pobres, e era uma espécie de "Europa" perdida na América do Sul, cada vez mais fica "latino-americana", pois acumularia mais de 30% de pobres. A cada crise econômica, o piso da proporção de pobres fica mais elevado. A pobreza voltou a ser o foco do debate econômico e político, já que teria disparado ao longo dos últimos meses, acompanhada pela alta da inflação e a paralisação da economia.

 

O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) afirma que a pobreza atinge apenas 18% da população. Mas, diversas consultorias econômicas independentes acusam o governo de manipulação dos índices e afirmam que a pobreza atinge 32% dos argentinos.

 

A Igreja Católica afirma que afeta 40% dos habitantes. Para acrescentar mais polêmica no assunto, nesta última quinta-feira, 6, foi divulgado um comunicado do papa Bento XVI no qual chama a pobreza na Argentina de "escandalosa". Esta sexta-feira, 7, é o dia de "San Cayetano", isto é, São Caetano, protetor do trabalho. Estima-se que um milhão de pessoas peregrinarão até a paróquia de São Caetano, na cidade de Buenos Aires. A expectativa é que o primaz da Argentina, cardeal Jorge Bergoglio, faça uma dura crítica contra as políticas econômicas da presidente Cristina Kirchner.

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