JB Neto/Estadão
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Sete municípios detinham cerca de 25% do PIB, aponta IBGE

São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Porto Alegre foram as cidades apontadas pela pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2014

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2016 | 13h55

RIO - No ano em que começou a atual crise econômica, a riqueza permanecia concentrada no País. Em 2014, sete municípios detinham cerca de 25% da economia brasileira, de acordo com o Produto Interno Bruto dos Municípios 2014, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os maiores geradores de riqueza naquele ano foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Porto Alegre. Juntos, esses municípios representavam 14,3% da população brasileira. Campos dos Goytacazes, que figurava entre os sete mais ricos em 2013, caiu para a oitava posição em 2014.

Quando somados os 62 municípios brasileiros mais ricos em 2014, chegava-se à metade do PIB nacional. Ou seja, apenas 1% dos 5.570 municípios brasileiros geravam 50% da riqueza do País. Por outro lado, os 1.379 municípios mais pobres, cerca de 25% deles, responderam por 1,0% do PIB nacional. Nesta faixa, estavam 73,2% dos municípios do Piauí, 59,6% dos municípios da Paraíba, 51,8% dos municípios do Tocantins e 50,9% dos municípios do Rio Grande do Norte.

Os números mostram não só a concentração da geração interna da renda como também a difusão espacial na produção desta renda, ressaltou o IBGE. Em 2014, os 557 municípios com os maiores PIB geraram 97,3 vezes mais renda que os 3.342 menores.

Maior PIB per capita. Em 2014, o município de Presidente Kennedy, no Espírito Santo, voltou a registrar o maior PIB per capita do País: R$ 815.093,79. No mesmo ano, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 28.498,21. 

No segundo lugar do ranking de maior PIB per capita ficou Ilha Comprida, em São Paulo, com R$ 378.004,88. Em terceiro, Selvíria, no Mato Grosso do Sul, com R$ 282.412,61.

Os demais destaques foram: São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), com R$ 261.719,36; São João da Barra (RJ), R$ 258.723,38; Louveira (SP), com R$ 216.016,70; Ilhabela (SP), 214.314,27; Itapemirim (ES), R$ 214.282,23; Quissamã (RJ), R$ 205.560,24; e Triunfo (RS), R$ 184.668,72.

O IBGE informou que Presidente Kennedy (ES), Ilha Comprida (SP), São João da Barra (RJ), Ilhabela (SP), Itapemirim (ES) e Quissamã (RJ) eram municípios produtores de petróleo. Selvíria (MS) produzia eucalipto para as indústrias de celulose e sediava uma hidrelétrica. São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) possuía como principal atividade a extração de minério de ferro. Louveira (SP) concentrava centros de distribuição de grandes empresas, enquanto Triunfo (RS) era sede de um polo petroquímico. Os municípios tinham em comum uma baixa densidade demográfica, ressaltou o instituto.

O menor PIB per capita no ano foi de R$ 3.085,49, registrado pelo município Mansidão, na Bahia. A economia local é basicamente voltada para agricultura de subsistência, com cultivo de feijão, mandioca e milho. O sustento municipal vinha da transferência de recursos federais: a administração pública participou com 57% do valor adicionado bruto total.

Mais de 30% dos municípios dos Estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio

Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentaram PIB per capita superior à média nacional, enquanto que nenhum município do Acre, Roraima, Amapá ou Alagoas alcançou esse valor.

Nas regiões Norte e Nordeste do País, o número de municípios com PIB per capita superior ao nacional não ultrapassou 6,7%.

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