CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO
CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO

Sete municípios detinham um quarto de toda a economia brasileira em 2015

Em meio à recessão econômica, a riqueza permanecia concentrada no País: em 2015, os maiores geradores de riqueza foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Porto Alegre

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2017 | 10h28

RIO - Em meio à recessão econômica, a riqueza permanecia concentrada no País. Em 2015, sete municípios detinham um quarto da economia brasileira, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto dos Municípios 2015, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os maiores geradores de riqueza naquele ano foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Porto Alegre. Juntos, esses municípios representavam 24,9% de toda a riqueza nacional, embora reunissem apenas 14,3% da população brasileira.

São Paulo respondia sozinho por 10,9% do PIB brasileiro, 0,1 ponto porcentual a mais do que no ano anterior, totalizando uma geração de R$ 650,545 bilhões no ano.

Segundo o IBGE, não houve alteração significativa na fatia dos municípios mais ricos em relação ao ano anterior. Manaus subiu para a sexta posição, ocupando o lugar que era de Porto Alegre, agora no sétimo lugar do ranking.

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Quando somados os 64 municípios brasileiros mais ricos em 2015, chegava-se à metade do PIB nacional. Ou seja, apenas 1,1% dos 5.570 municípios brasileiros geravam 50% da riqueza do País. Por outro lado, os 1.353 municípios mais pobres, cerca de 25% deles, responderam por 1,0% do PIB nacional. Nesta faixa, estavam 73,2% dos municípios do Piauí, 59,6% dos municípios da Paraíba, 51,8% dos municípios do Tocantins e 48,5% dos municípios do Rio Grande do Norte.

Em 2015, os 557 municípios com os maiores fatias no PIB geraram 94,1 vezes mais renda que os 3.342 municípios mais pobres. Os municípios das capitais concentraram 33,1% do PIB naquele ano, com São Paulo na liderança do ranking de geração de riqueza e Palmas em último lugar.

Na lista dos 10 municípios “não capitais” com maior geração de renda figuraram Osasco (SP), com 1,1% do PIB; Campinas (SP), 0,9%; Guarulhos (SP), 0,9%; Barueri (SP), 0,8%; São Bernardo do Campo (SP), 0,7%; Jundiaí (SP), 0,7%; São José dos Campos (SP), 0,6%; Duque de Caxias (RJ), 0,6%; Campos dos Goytacazes (RJ), 0,6%; e Sorocaba (SP), 0,5%.

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