Daniel Teixeira|Estadão
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Sete turbinas já deveriam estar em operação

Pelo cronograma original do projeto de Belo Monte, a turbnia já deveria estar com uma operação de 844 megawatts

Renée Pereira / TEXTOS e Daniel Teixeira / FOTOS; ALTAMIRA (PA), O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2016 | 16h00

Pelo cronograma original, a Hidrelétrica Belo Monte já deveria estar com sete unidades em operação, num total de 844 megawatts (MW). A concessionária Norte Energia, responsável pela usina, argumenta que o atraso de mais de um ano foi provocado pelas inúmeras paralisações ocorridas no local. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), porém, não aceitou o pedido de perdão da empresa e encaminhou o caso para o Ministério de Minas e Energia. Se entender que a empresa é culpada, ela terá de arcar com um custo milionário. Mas o ministério também pode aceitar a justificativa da empresa e ampliar o prazo de concessão da usina, de R$ 32 bilhões.

Esse, no entanto, não é o único entrave do projeto. A mega hidrelétrica precisa vender 20% da energia que ainda está sem contrato para conseguir liberar R$ 2 bilhões em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirma o presidente da Norte Energia, Duilio Diniz de Figueiredo. Segundo ele, uma cláusula contratual exige que esse volume seja vendido por, pelo menos, R$ 130 o MWh, pelo valor de abril de 2010 (hoje equivalente a R$ 185). Mas, com a sobra de energia no setor, o preço no mercado livre despencou. Para resolver o problema, a empresa pretende participar do leilão da Aneel, no fim do mês. Mas o preço-teto definido, de R$ 115,57, pode tornar inviável o negócio.

Enquanto a empresa não resolve a pendência, os sócios de Belo Monte tiveram de aportar R$ 1,5 bilhão na obra em fevereiro e março. A usina tem como acionistas o Grupo Eletrobrás, Neoenergia, Cemig, Light, Vale, J.Malucelli, Sinobrás e os fundos de pensão Petros (dos funcionários da Petrobrás) e Funcef (da Caixa).

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