Setor agrícola argentino pode adiar retomada de paralisação

Os produtores rurais argentinos,que estão em conflito com o governo, deixaram na segunda-feiraem aberto a possibilidade de adiar o reinício de um protestonesta semana, se forem chamados para negociar após a mudança doministro da Economia. Depois de uma paralisação que em março deixou o país àbeira de um desabastecimento de alimentos, o setor ofereceu em2 de abril uma trégua de 30 dias para negociar com o governo,mas as conversações ainda não mostraram avanço. A principal queixa do setor é que uma mudança no impostosobre as exportações de grãos e derivados --feita peloex-ministro da Economia, Martín Lousteau-- implica em uma altana taxa sobre as vendas externas de soja e girasol. Mas depois que a tensão política cresceu na semana passadadevido à falta de avanço nas negociações, entre outros fatores,Lousteau foi substituído por Carlos Fernández, o que gerounovas expectativas no setor. "Se partimos do suposto de que foi Martín Lousteau quemcometeu aquele erro, agora há condições para que se possarevisar", disse ao canal de notícias TN Eduardo Buzzi,presidente da Federação Agrária Argentina, uma das quatroassociações rurais que fizeram o protesto. "Se isso for ordenado e se aparecerem condições claras, émais fácil ou mais provável passar de 2 de maio", completou. O protesto realizado em março durou três semanas econsistiu na suspensão da venda de grãos e carne e no bloqueiode estradas, dificultando a circulação tanto de alimentos comode pessoas. "Estamos dispostos a continuar negociando até o últimomomento", afirmou Hugo Biolcati, vice-presidente da SociedadeRural Argentina. Entretanto, o dirigente advertiu que o governo argentinoainda não se comunicou com as entidades agropecuárias paranegociar.

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